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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Apenas pequenas epifanias...

"Era frio. Não sei dizer se fazia mais frio do lado de fora da minha blusa ou dentro do meu coração. Provavelmente competiam."

...

"Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo."
...
"Não tô bem. Isso eu posso dizer, tendo certeza. Mas é também uma coisa pela qual você não pode fazer nada, e de pouco adianta eu dizer."
...
"E se cuida, por favor, se cuida bem. Não é porque estou longe que não te quero bem."
...
"(...) pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: Amor."


Caio Fernando Abreu, claro.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Música.

Nosso sonho

Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar

Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música


Música


Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva


Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música


Música


Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música


Música






Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou


Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música


Música


Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música


Música...

Vanessa da Mata, servindo como trilha para minha dor... Consequentemente...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tá.

São 2:15 agora, dia 05 de Fevereiro.

Sábado.

E só quero dizer uma coisa:

TENHO UM HOMEM PRA CHAMAR DE MEU! ACEITEM!

Boa madrugada.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

(re) Encontro.

“Sabia, gosto de você chegar assim, arrancando páginas dentro de mim, desde o primeiro dia.”
                                                                                                                                         (Chico Buarque)

Ele veio e uniu todos os fragmentos do oco que reinava dentro de mim...
Tinha nada em mim, porque as cicatrizes eram externas... No interno, era somente o NADA; doía não sentir nada, não pensar em nada, não querer nada!
Ele chegou com uma paisagem nos olhos, um tanto quanto descrentes, mas era a paisagem mais bonita que eu havia visto...
E eu, um tanto quanto surpresa por ver essa chegada repentina, tremi, suei, gaguejei... Eu enxerguei que na verdade já o conhecia de outras estradas, de outro momento, em outro corpo, talvez...  Era ele, sempre foi... O homem que me faria preencher o vazio, o oco, o nada.
Ele é de uma postura firme, voz firme, palavras firmes, eu não me lembrava mais disso.
Me encantei pelo homem que me viera (re) encontrar.
Ele me (re) conheceu, me abriu seu melhor sorriso, e então eu estava lá: diante do meu homem, contemplando a paisagem daqueles olhos e aquele sorriso de Sol me iluminou.
Com ele, me sinto viva, quente, inteira, preenchida, completa. Não me falta nada. Não existe mais vazio, nem disritmia. Tenho motivos, razões, planos e propósitos. Ele me dá aconchego, alento, proteção. Ele tira de mim a agonia, o pessimismo e a inquietação. Fico calma, serena, doce. Não há mais aridez, amargura nem omissão.
Ele tem a mim até pelo avesso.  Conhece, respeita, valoriza, deseja, ama.
Nos temos por inteiro. Somos inteiros. Vivos um para o outro. Amando sem fim.

domingo, 2 de janeiro de 2011

domingo, 26 de dezembro de 2010

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

 (Caio F. Abreu)



É exatamente nesse sentido que me exponho!

Deixo bem claro que... Já fiz a minha escolha!

"Quando eu olho pra ti, eu vejo os fragmentos de milhões de pequenas coisas que somadas me dizem que tu é o homem da minha vida."  Naturalmente, finalizo também com Caio.





terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Chuva, café e cigarros.

Originalmente escrito em:
Brasília, 18 de dezembro de 2010.

17:18 hs.


Chuva, café e cigarros.




Meu pensamento acompanha a ventania, como se fosse levar minha mensagem de amor até ele.
Meus planos de estar sempre com ele, de viver com ele, de dividir e partilhar todas as coisas com ele me efervesce e me aquece como mais nada poderia.
A melhor das sensações me acompanha diariamente: a de ter o melhor homem!
Não há interrupções no meu desejo e na minha vontade... Não cessam, não param!
E foi num dia assim calado que ele me mostrou a vida.
Eu vou esperar pelo dia de tal partilha das vidas, como quem espera um sopro de vida...
É por ele que ouço as melhores músicas, é por ele que suspiro incontrolavelmente a cada foto que vejo, a cada sonho, e a cada palavra que ele pronuncia.
Tudo têm ficado muito claro, e muito límpido pra mim: eu o encontrei mesmo!
Meu homem, meu sol, minha vida... Meu amor!
Não deixarei que ele passe como uvas... Não deixarei que o tempo o leve...
Porque ele já tem lugar: do meu lado! Sempre comigo! Dando-me alento!


"Depois que o mal tempo foi
Eu ví você chegando
Trazia o rosto doce, bom e aliviado
Nada mais incerto
Passava também um tempo
Voltávamos a ser então o tal casal
Apaixonado, apaixonado
Gostei de ser de quem me gosta
Eu aprendi
Querendo a vida bem mais fácil
Eu resolvi
É tão melhor viver em paz
Ninguém me faz sentir assim"

(Vanessa da Mata - O tal casal)

sábado, 11 de dezembro de 2010

... General VII ... diz:


 A arte de ser um Agente da Narcóticos... Não está em apenas ser da Narcóticos... Está no ato de fumar e usar Narcóticos (Denzel Washington em Dia do Treinamento, fechando uma vela, pro aprendiz dele fumar, no carro)


O Sétimo Hétero do Sul El Loco também sabe o que me dizer!
BéU diz:


 E por que haverias de querer minha alma


Na tua cama?


Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas


Obscenas, porque era assim que gostávamos.


Mas não menti gozo prazer lascívia


Nem omiti que a alma está além, buscando


Aquele Outro. E te repito: por que haverias


De querer minha alma na tua cama?


Jubila-te da memória de coitos e de acertos.


Ou tenta-me de novo. Obriga-me.


(Do Desejo-Hilda Hilst)


A Bell sabe o que me dizer: FATO!

domingo, 28 de novembro de 2010

Pegar uma navalha
e abrir o cotidiano
revirar pelo avesso
acelerar o movimento
pra essa calmaria
se transformar em vendaval
Pra ver o circo e meu corpo
pegarem fogo
A cidade em chamas
e você dançando em brasa
(Dine) 


Dine é uma linda!


E sim, esse se parece comigo!



terça-feira, 23 de novembro de 2010

É aquela coisa, se fizer 99,9% e não fizer os 100%, #FAIL, você não fez nada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Para: Thiago Kistenmacher

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada"


Caio F. again!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"Nos encontramos completamente despreparados (...), porque sei que você não me esperava, da mesma forma como eu não esperava você." Caio F.

Para: Thiago K.

assim mesmo explícito como tem que ser...

domingo, 24 de outubro de 2010

Domingo de chuva, espera e anseio.

Ouço os trovões, o som da chuva no meu telhado, minha varanda está molhada.
Já vomitei litros nesse espaço. Já expeli tudo quanto foi tipo de sentimento, ganhos, percas, dores e satisfações.
Já desabafei sobre minhas peculiaridades, me mostrei por hora viva, por hora morta...
Enchi cinzeiros, esvaziei garrafas, chorei e sorri de mim mesma enquanto despejava aqui tudo o que quis.
Está chovendo, em mim também.
Hoje sinto uma ausência que sempre esteve ausente para mim. Mas sinto isso fortemente hoje.
Sinto falta, saudade e até mesmo desapontamento por isso.
O que precisa ser dito, é que minha insanidade está aflorada hoje, meus sentimentos mais críticos e omissos vieram a tona pra se molhar comigo nessa chuva.
E não desejo opções, porque me recuso a raciocinar.

Deixo aqui então meu sentimento de saudade e de vontade da sua presença...

Eu não sou nada. Sou um domingo frustrado. Ou estou sendo ingrata? Muito me foi dado, muito me foi tirado. Quem ganha? Não sou eu não..." Clarice Lispector.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E parar...

E para os loucos que compreendem insanidades:
por favor se "aproxeguem"!
E para os que estão de longe e se dizem normais:
nem se aproximem!!!
Não escrevo pondo rótulos nos meus sentimentos como se fossem potes de maionese.
Não digo o que pode ou não ser amor.
O que deve ou não ser amado.
E nem venham tentar me ensinar...
Aprendi perfeitamente bem a bater o pó da minha bunda quando levanto de um tombo.
E tô mesmo é procurando essências onde desconheço.
"CAÇANDO" gente interessante. E digo: encontrei!
Não quero júri.
Não quero réu.
E no apse do meu processo vou apertar a tecla pause!

E parar...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

[RE] descobrindo aquelas coisas de destino.

Ontem, no bar, comecei a viagem da imunidade ao amor e ressaltei o quão estamos com a cara pra bater e não aceitamos. Não admitimos. E ignoramos.
As cicatrizes só provam isso.
As marcas, as rugas, as falhas.
É possível amar alguém por 20 minutos dentro do ônibus, e imaginar como ela vive, o que (se) ela estuda, se trabalha, o que escuta... E amar até que ela dê sinal e desça.
Pelo menos umas trocentas vezes abri a boca e disse paulatinamente: NÃO-QUERO-ABRAÇOS-E-BEIJOS-IMPOSSÍVEIS. NÃO-QUERO-ABRAÇ... IMPOSSÍVEIS...
E foi ai que caí no conto do vigário!!! Ê destininho insano esse meu...
O encanto maior veio e me abraçou, e acalantou e envolveu como se eu pudesse sentir o cheiro. O gosto. O arrepio.
Coisa mais boba, esperar que ele chegue para oferecer meu primeiro "bomdia" do dia.
Ou torcer para que ele tenha me esperado para oferecer meu melhor "boanoite" da noite.
É bobo mesmo. E infantil. Por hora até imaturo. Mas é o prato do dia. É o que temos pra hoje.
Um súbito amor ao desconhecido dos olhos. Uma saudade indizível do que nem é meu.
E quero tanto. E desejo tanto. E sonho tanto. E ardo quase que com acidez quando penso que meu maior plano é concretizar o "tocável".
Sinto como se o conhecesse. Como se o ouvisse.
Como se esses beijos e abraços impossíveis estivessem cada dia mais perto de mim...
E estão cada dia mais próximos.
E darão certo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O analfabeto político.

O pior analfabeto
É o analfabeto político
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato, e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

(Berthold Brecht)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Com a lucidez dos embriagados, haviam-se reconhecido desde o primeiro momento. Ou talvez estivessem realmente destinados um ao outro, e mesmo Sem o álcool, numa rua repleta saberiam encontrar-se. O fulgor nos olhos e a incerteza intensificada nos passos fora a pergunta de um e a resposta de outro..."

(Caio Fernando Abreu, matando a pau hoje!)
Todos os meus beijos de hoje são dedicados a ele... que ata e desata o nó na minha cabeça.

Como assim?

"Num dia assim calado você me mostrou a vida..."

Ele veio e disse: APELONA!

E hoje é mais que um apelo que ele continue aqui. Ali. O infinito é tão longe.
Ele ressaltou aquelas coisas miúdas que ninguém mais vê. Ou que se vêem, temem.
A atmosfera de um mundo imaginário intocável, por experiências toscas, foi de fato tocada.
E isso me assusta por demais. Agora sou eu quem temo. Por mim. Por nós.
Gentileza. Sutileza. Beleza.
Doçura.
Estas e mais um milhão. Tudo que ele tem.
Tudo que eu posso ter.
E querer já é insano...
Mas se tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda, tem de ser louco. Pra ter fundamento.
E ele é assim um tanto quanto encantador por não fazer nada pra encantar.
E o que eu exijo é que ele cante qualquer coisa sobre ele. Pra explicar essa paz.
Pra explicar a insônia por ele estar comigo.
E porque demorou tanto para aflorar? E porque fomos marrentos?
Destino ou lapidação?
Não quero essas questões!
Não quero planos ainda...
E digo para minhas mãos: "pegue um café"
Enquanto o cérebro já implora um cigarro.
Porque eu, como a boa clariceana que sou, nunca poderei terminar essas linhas sem um trago.
Logo eu com minhas buarquices não poderia terminar sem café.

O importante nessa manhã seca, de folhas secas, de vento parado, é saber "que te encontrei".
Num dia assim calado.
Ele me mostrou.
A vida.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Arrumando treta na igreja?

Arrumando treta no GAMBAR.



Arrumando treta na DISTRIBUIDORA.


Arrumando treta no PARQUE.





É assim que se faz HISTÓRIA!

Australopithecus Ceubenses... espécie evoluída!