Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Música.
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Nossas juras de amor
Já desbotadas
Nossos beijos de outrora
Foram guardados
Nosso mais belo plano
Desperdiçado
Nossa graça e vontade
Derretem na chuva
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música
Um costume de nós
Fica agarrado
As lembranças, os cheiros.
Dilacerados
Nossa bela história
Tá no passado
O amor que me tinhas
Era pouco e se acabou
Se voltar desejos
Ou se eles foram mesmo
Lembre da nossa música
Música
Se lembrar dos tempos
Dos nossos momentos
Lembre da nossa música
Música...
Vanessa da Mata, servindo como trilha para minha dor... Consequentemente...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Voltando as raízes... [2]
(Charles Bukowski, o meu favorito)
Voltando as raízes...
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
É disso que falamos!
She said her zodiac sign was Cancer
She was on her way to New York City
Trying to get a job there as a dancer
And then she asked if she could ride up with meAnd I’m still thinking on the answer
She don’t want love, she won’t take pity
She’ll break your heart if you give her the chance ta
This scrammer got an uzi and it weighs a ton
Johnny Law got her on the run
Another broken bottle and the damage done
We’ve all been blinded by the sun
Blinded by the sun"
(Blinded by the sun- Everlast)
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Julho frio.
Perder um amigo porque ele foi fazer um câmbio no méxico, tudo bem.
Ou porque o carro do sorvete o atropelou, ok.
Mas perder um amigo por birra do pobre coitado, é patético.
Tão patético quanto quanto ele não querer aceitar que não é perfeito.
Triste, maaaaas...
O bom (não pra ele) é que sou opiniosa demais.
E minha indiferença é ferida certeira!
Rá!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Re-encontros e despedidas II
Ele, 18anos, barba no queixo, rock'n roll, guitarra, e calças justas.
Ela, imatura, sonhadora, apaixonada.
Ele, exigente, impaciente e talentoso.
Perfis traçadamente distintos, sonhos incomuns, casas distantes.
Não podia dar certo. Mas Ela tão confiante. Tão cheia de certezas e de paixão.
E Ele tão impiedoso e frio.
Deixando pra trás traumas adolescentes...
Essa tal de internet, vou te contar... from hell...
Tipo, aquela coisa de talk: "e ai? ah de boa... Ta bem? sim sim... tanto tempo né... ah é msm..."
Trocam-se telefones, visitas no orkut; "ligo-não-ligo", LIGO! E mais uma vez: "ah,rs então, td jóia? ahhh claro... pow boto fé, a gnt marca sim... rs" palhaçada isso...
Depois de tantos anos, tantas coisas, tantos amores, Ele está lá de novo. A deixando sem palavras, a deixando adolescente novamente. Estranho demais. Muito pra Ela.
Os dois declaram que mudaram, e isso no caso dela é visível ao extremo. Ela "tá mulherão". Ele tem marcas do tempo e de alcool. Mas os sorrisos são iguaizinhos. Têm a mesma essência.
E pra acabar com todo orgulho, se encontram no bar. Ela acompanhada, claro. Ele comemorando. Se cumprimentam, decentemente. E Ela olha bem pra Ele. Sorri seu melhor sorriso. Ele olha muito bem pra Ela. E só olha.
Se olham. Meias palavras. E só.
Se despedem, pouco íntimos, e meio escondidos, (Ela tava acompanhada, lembra?). mas sem nenhuma vontade de ir sem se despedir "dignamente".
Bom, o resto o destino precisa cuidar. Pre-ci-sa.
Ela não quer mais confusão.
terça-feira, 6 de abril de 2010
W. Burroughs, trecho do livro 'Almoço nu'
segunda-feira, 22 de março de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Depois de tudo.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
"Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça."
Caio F. Abreu.
domingo, 31 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Construção.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague.
Por Chico.
Num fim de ano, e no desejo de um próximo ano melhor...
ahhh, não sei oferecer esses votos não.
Dá-lhe Chico.
Dá meu copo, e já era!
haushua
Good vibes 2010!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Bactéria FC
Cheio de contratempos e má organização.
Mas nada tiraria o mérito e a intensidade de Eduardo e Dumdum.
Não desmerecendo de forma nenhuma o grupo Realidade Cruel, o mais prejudicado pela falta de organização do show.
Presença ilustreeee do Moisés (A286), nos bakings.
O Eduardo sempre categórico ( e bonito, Deus como ele tá gato...), e o Dumdum sempre rindo, numa humildaaade...
Pra brindar o talento dos caras:
que sem nenhuma dúvida estão no meu top 3 musical...
Uma das letras que mais me agradam! (:)
Fala pra vaca da sua filha cancelar o ecstasy,não vai rodar a banca com meu som na festa rave.O rap concebido em sampler de sangue,não é trilha pra bisneto de dono da casa grande.Tira o zóio do impala, engasga seu freestyle,pula de manga larga, não no nosso low rider.Toca preta, camisão xadrez, calça larga,é medalha de honra a o mérito da quebrada.Nossa cultura não é moda da Yves Saint Laurent,pra ta no cliente do táxi aéreo da TAM.Enquanto visto no necrotério meu parente costurado,sua estória triste foi a morte do peixe dourado.Vocês tem faculdades, adestraram os robocops,mais seu carro forte não compra meu hip hop.Dou a vida pra cantar meu verso proibido,nasci pro carimbo de insolúvel do DP de homicídios.No Deic o corno vai gritar, caralho, filho da puta,eletrocutei suas bolas e a ideologia não muda.Vim pra por no whysk a elefantíase, o leproso,implorando com a receita a moeda do seu bolso.O estudante que assina e da o documento do carro,pro Denarc não forjar participação no trafico.Sente a radiação FC, via onda sonora,é a mais letal das armas biológicas.
Não adianta blindar carro, por vigia na porta,seu pior inimigo ataca via onda sonora.Os decibéis da nossa dor vão estourar seu tímpanos,vim pra por estricnina no seu whyskie envelhecido.
Aí multinacional, não adianta insistir,seu dólar não transforma Facção em Kelly Key.Quero o topo da Billboard, o Grammy, o planeta,não com o cu de Harley Davidson cantando minha letra.Warner, Sony Music, vão se foder,enfia no rabo a Bervely Hills que cês tem pra oferecer.Liga cu que paga de N.W.A., gangsta,mas tem a ideologia da Harmonia do Samba.Não abro garrafa de cristal na piscina aquecida,com rolex, ouro branco cercado de vadia.Nasci pra entrar quando abrir a garagem do prédio,vai ministro dá as jóias e a chave do Audi zero.Se não fosse autodidata em cultura marginal,tava algemado na maca no corredor do hospital.Respiro pólvora, canto sangue, não existem dias felizes,todo pobre é um Kunta Kinte estrelando seu Raízes.Herdeiro sangue azul eu não subo no seu palco,pra mim 100 mil playboy não vale um favelado.Honro o Facção na pele sofridaque não sabe o que é justiça, corregedoria.Me proclamei sonoplastia do que incendeia o coletivo,com a profissional do filho que o PM matou a tiro.Deus não deu Neston e Pamper´s, não me quis universitário,deu uma mãe faxineira pra eu ser revolucionário.
Não adianta blindar carro, por vigia na porta,seu pior inimigo ataca via onda sonora.Os decibéis da nossa dor vão estourar seu tímpanos,vim pra por estricnina no seu whyskie envelhecido.
Minha calçada da fama tem cadáver com jornal,o flash não é da Caras é do repórter policial.A coletiva não é pra Veja, Isto È,é pro choque que quebra o cacetete na sola do meu pé.Meu camarim não tem frutas da época, toalha branca,tem enforcamento pra ter mais espaço na tranca.Sou a trilha do ambulante com os Free contrabandeado,em fuga do rapa na 25 de Março.Da mulher que sonha com um bolo da padaria,pra cantar parabéns pra sua filha.Da tia iluminada pelo giroflex da polícia,com o corpo do marido esperando a perícia.
Devia ter um controle interativo na televisão,pra botar fogo no Projac, na Xuxa, no Faustão.Se eu seqüestro o Silvio Santos peço de resgate,o Ratinho, o Gugu, num foguete pra marte.Seu personagem de malhação prega o diploma na parede,os meu mata os gambé da blazer pra catar os coletes.Quero que o boy digerindo meu rap sinta o gosto da morte,o gosto do pão do lixo da barraca de dog.Não quero o rol da fama, quero o grupo dos eternos,ser lembrado igual Tupac, isso que é sucesso.O cão pode morder que a caravana não para,sou a gota d'água estremecendo o deserto do Saara.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Um "K" de sensibilidade.
Dai tive mesmo que ligar, e compartilhar...
Coisas doces me envolvem de uma forma tensa.
Decidi: meu celular VAI descarregar, e eu vou lá.
Fui mesmo. e o celular realmente descarregou.
Eu ja tinha almoçado. E escovado os dentes.
Tô chegando, eu aviso.
Espero ele vir.
Chega e sorri... E abraça forte. E fica contente.
E eu IDEM.
Eu bem que podia ter lavado a louça.
Até as gatas contribuiram.
Uma fofura tentando agarrar meu casaco; roxo.
Abrimos uma garrafa.
Fumamos os nossos cigarros.
Ouvimos o nosso som.
E lemos. Inclusive a mente um do outro.
Furadeira. Parece até nome de música do Cordel.
E foi como música mesmo.
Boca.
Piercing.
Mãos.
Cheiro.
E tudo começou por causa do cheiro, e da furadeira.
Cheirinho de mato. De folha. De verde.
Mas como assim por causa de cheiro e furadeira?
Começou anos atrás por causa de uma conjutivite!
Envelhecemos. Fato.
E agora lemos até "notas de um velho safado".
Mas a mancha tá aqui ainda.
O sorriso tá aqui ainda.
O cheiro também tá aqui.
O vinho não mais. Secamos a garrafa lembra?
E quase não nos desgrudamos. E quase nos atravessamos.
Mas... com uns quatro minutos de prorrogação, o apito: 48 min do 2º tempo.
A gente se ajeita, se comporta.
"o.k baby!"
E seguimos pelos prédios, e pelo fim de dia cinza.
Um casal bacana eu diria.
Temos o que postar agora!
"...veio até mim, quem deixou me olhar assim, não pediu minha permissão, não pude evitar, tirou meu ar fiquei sem chão..."
terça-feira, 3 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
"Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação Cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora o que faço?" Caio F.
“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.” Caio F.
“De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação?” Caio F.


