Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Conto porque já perdi as contas.
domingo, 18 de julho de 2010
Domingos Matam Mais Homens que Bombas

devido às condições do fim de semana, e embora haja
poluição demais, tudo está engarrafado
e é pior que mastros quebrados na tempestade
você não vai a lugar algum
e se for, estão todos olhando pelas vidraças
ou esperando pelo jantar, e não importa o quanto esteja ruim
(não a vidraça, o jantar)
eles vão passar mais tempo falando nisso
do que comendo,
e é por isso que minha mulher se livrou de mim:
eu era um tosco e não sabia quando sorrir
ou ainda (pior) eu sabia,
mas não o fazia, e numa tarde
com gente pulando em piscinas
e jogando cartas
e assistindo comediantes de TV cuidadosamente barbeados
em camisas brancas engomadas e finas gravatas
brincando sobre aquilo que o mundo havia feito com eles,
eu fingi uma dor de cabeça
e eles me deram o quarto da mocinha
(ela tinha uns 17)
e , droga, eu me arrastei sob seus lençóis
e fingi que dormia
mas todo sabiam que eu era um farsante encurralado,
mas eu tentei todos os truques –
tentei pensar em Wilde atrás das grades,
mas Wilde estava morto;
tentei pensar em Hemingway atirando num leão
ou andando pelas ruas de Paris
orgulhoso com seus parceiros malucos,
as putas enlanguescendo-se até seus belos joelhos
mas tudo que fiz foi girar entre seus jovens lençóis,
e da cabeceira, balançando em minha tempestade nervosa,
vários bibelôs caíram em mim –
elefantes, cachorros de vidro com olhares sedutores
um menino e uma menina carregando um balde d’água,
mas nada de Bach ou conduzido por Ormandy,
e eu finalmente desisti, fui até a privada
e tentei mijar (eu sabia que ia ficar constipado
por uma semana), então eu saí
e minha mulher, uma leitora de Platão e de e.e. cummings
subiu e disse “ooooh, você devia ter visto
BooBoo na piscina! Ele deu cambalhotas e piruetas
e foi a coisa mais engraçada que você
JAMAIS viu!”
acho que não foi muito depois que o homem veio
ao nosso apartamento no terceiro andar
pelas sete da manhã
e me entregou uma notificação de divórcio,
e eu voltei pra cama com ela e disse,
não se preocupe, está tudo bem, e
ela começou a chorar chorar chorar,
me desculpe, me desculpe, me desculpe,
e eu disse, por favor pare,
lembre do seu coração.
mas naquela manhã quando ela saiu
pelas 8 da manhã ela parecia
a mesma de sempre, talvez até melhor.
nem pensei em me barbear
liguei dizendo que estava doente e desci
até o bar da esquina.
C.Bukowski
Merecidamente.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Segredo.
A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.
Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução?o amor?
Não diga nada.
Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.
Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.
ás: 06:10:20 am.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O cara acordou com um amargo gosto na alma cansada e no corpo sem graça. Ele olhou em volta e desistiu da vida, dos sonhos, da família e de si, por fim.
Era cinzenta manhã de trabalhar, de tomar o desejum, bocejar e ir à luta…mas que luta teria para lutar um homem sem amor, sem sexo direito, sem beijo na boca, sem cinema ou praça de piquenique…
Este homem magro e sem cor não pensava mais em nada além da provável insignificância de seu ser; na abstrata condolência de sua gente, na ofuscada performance de um homem que pouco mais era que um monte de nada.
Este homem olha em volta, as paredes desertas de seu quarto enxangue, as teias antigas das aranhas velhas e descobre que ele próprio poderia facilmente ser confundido com qualquer móvel ou pedaço de cortina mal lavada pela irmã mais nova.
Um homem que nada recebe do pai a não ser a mão estendida esperando o pagamento por tê-lo posto no mundo, o salário miserável que só os competentes homens para o fracasso recebem.
As janelas fechadas, o escuro das manchas na parede o fuzilam com o olhar… é… mesmo objetos inanimados vivem mais que Gregor.
É este seu nome, Gregor.
Um homem avestruzando pela vida, de língua pastosa, sem aquele beijo de namorada.
Gregor se arrasta até a pia de má vontade, se prepara para sair do quarto, tomar o café daquela manhã dissoluta e ir trabalhar.
Eu disse “se arrasta”?
Céus, Gregor não está nada bem. Talvez tenha febre ou cólera inerente aos desgraçados. Ou, quem sabe, ele nem seja mais um desgraçado… nem gente!
KAFKA. trechos de 'A metamorfose'.quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Construção.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague.
Por Chico.
Num fim de ano, e no desejo de um próximo ano melhor...
ahhh, não sei oferecer esses votos não.
Dá-lhe Chico.
Dá meu copo, e já era!
haushua
Good vibes 2010!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Conhecer-me
Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser
e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo,
porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...
Apague a luz,
feche a porta
e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
De: Álvaro de Campos.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Lembro-me bem do seu olhar.
Ele atravessa ainda a minha alma.
Como um risco de fogo na noite.
Lembro-me bem do seu olhar. O resto...
Sim o resto parece-se apenas com a vida.
Ontem, passei nas ruas como qualquer pessoa.
Olhei para as montras despreocupadamente
E não encontrei amigos com quem falar.
Tão triste que me pareceu que me seria impossivel
Viver amanhã, não porque morresse ou me matasse,
Mas porque seria impossivel viver amanhã e mais nada.
Fumo, sonho, recostado na poltrona.
Dói-me viver como uma posição incómoda.
Deve haver ilhas lá para o sul das coisas
Onde sofrer seja uma coisa mais suave.
Onde viver custe menos ao pensamento,
E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol
E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais
Nem no dia do mês ou da semana que é hoje.
Abrigo no peito, como a um inimigo que temo ofender,
Um coração exageradamente espontâneo
Que sente tudo o que eu sonho como se fosse real,
Que bate com o pé a melodia das canções que o meu pensamento canta.
Canções tristes, como as ruas estreitas quando chove.
Por: Álvaro de Campos.
Lembram daquele que me mandou Bukowski, numa sexta sem álcool?
Sim, dedico esse post pra ele.
Não, não! Não o post de luz.
O texto.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
siga em frente.
Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
De Charles Bukowski, velho Buk, o melhor.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Deixei atrás os erros do que fui,
Deixei atrás os erros do que quis
E que não pude haver porque a hora flui
E ninguém é exato nem feliz.
Tudo isso como o lixo da viagem
Deixei nas circunstâncias do caminho,
No episódio que fui e na paragem,
No desvio que foi cada vizinho.
Deixei tudo isso, como quem se tapa
Por viajar com uma capa sua,
E a certa altura se desfaz da capa
E atira com a capa para a rua.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Definitivo.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drummond de Andrade
Matando a pau! [2]
quinta-feira, 26 de março de 2009
Mulher de Verdade
Estava eu passando por uma outra página, e me deparei com mais um texto do Jabor; e como sempre: ele ahaasou coleega!
Resolvi estampá-lo aqui também; nem ia mais postar nada hoje; mas não resisti saborear essa "crítica". hehe
"Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!
Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes.
Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás,ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.
d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia. Nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...
Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.
E tem outra …. mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!"
quarta-feira, 4 de março de 2009
MINHA CRÔNICA.
Quem não amou pelo breve tempo de uma viagem, sabendo que ali na frente estava a volta com suas impossibilidades? O alongado tempo da ausência? Como se interpõe um oceano entre dois desejos, como se plantam montanhas, meridianos, paralelos entre duas ânsias de estar junto? Amantes separados têm necessidades que nenhum e-mail alivia, nenhuma carta com beijo de batom ameniza, nenhum telefonema consola – ao contrário: mais apertam o coração e o resto.
Quem não se apaixonou e teve de se afastar, só, deixando para trás um pedaço de si, transformado em metade, roubado do amor por uma transferência do trabalho, uma oportunidade, uma família que se muda? Ou quem, por outro lado, teve de ficar e se resignar, também metade? Duas metades oxidando suas cicatrizes, como laranja partida.
Quem não se enganou, pensando que era fugaz o amor e o dispensou, sem pena de o ver partir? Amor que mais tarde se revelou brasa dormindo sob as cinzas, mas agora sem remédio, pois o preterido se tornara de outra o preferido.
E quem não amou secretamente, por algum motivo?
Já foram mais duros os impedimentos do amor; as distâncias, mais impossíveis de vencer. Filhas eram postas em conventos pelos pais, que queriam matar sufocado algum amor que repudiavam. Até princesas eram encerradas em torres. Hoje princesas namoram cavalariços.
O inconfidente preso Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu de Marília, consolava-se com os poemas que escrevia para a amada no presídio de Vila Rica, impossibilitado de vê-la: "Nesta cruel masmorra tenebrosa / ainda vendo estou teus olhos belos, / a testa formosa, / os dentes nevados, / os negros cabelos". Ou este outro, escrito na prisão da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, sempre figurando a noiva: "Nesta triste masmorra, / de um semi-vivo corpo sepultura, / inda, Marília, adoro / a tua formosura. / Amor na minha idéia te retrata; / busca, extremoso, que eu assim resista / à dor imensa que me cerca e mata". Foi de lá exilado para a África e nunca mais a viu.
De tais tormentos não se podem queixar os presos de hoje, nestes tempos liberais que facultam a visita íntima – amor é abraço.
Até impedimentos banais foram cantados, como nesta canção dos anos de 1940: "Oi, eu de cá, você de lá / do outro lado da lagoa / de dia não tenho tempo / de noite não tem canoa". Boleros, sambas, valsas, modas sertanejas, tangos, blues, baladas, axés, reggaes, rocks – em todos os ritmos as canções falaram de amores a distância, porque a verdade é que amores venturosos não costumam dar ibope. "Quem parte leva saudade de alguém / que fica chorando de dor."
Há abismos que nós mesmos abrimos, por nos faltar ousadia para dar o passo; há Julietas frustradas em balcões que não galgamos, Romeus vacilantes; há barreiras como a guerra, a doença, o fanatismo, o racismo, o autoritarismo, o casamento, que os apaixonados, mesmo próximos, por fraqueza ou juízo não conseguem transpor – tudo é distância, pois amor é abraço.
por: MIM!