terça-feira, 6 de julho de 2010

"- Você agora me vai achar piegas, mas deixa eu perguntar. Você não acredita em amor?"
Caiooooo, minha perdição nesse frio.

eu só quero que você saiba: que eu estarei aqui depois da porta fechada, das cartas rasgadas, e das feridas abertas! Estarei aqui entre os lençóis úmidos e entre os sorrisos desfeitos. Só pra te agradecer pelo bom filho-da-puta que você é!

Tem umas coisas que a gente vai deixando, vai deixando, vai deixando de ser e nem percebe. Quando viu, babau, já não é mais.

Caio, sempre.

Deste modo ou daquele modo, Conforme calha ou não calha, Podendo às vezes dizer o que penso, E outras vezes dizendo-o mal e com misturas, Vou escrevendo os meus versos sem querer, Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos, Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse Como dar-me o sol de fora. Procuro dizer o que sinto Sem pensar em que o sinto. Procuro encostar as palavras à ideia E não precisar dum corredor Do pensamento para as palavras. Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir. O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar. Procuro despir-me do que aprendi, Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro, Mas um animal humano que a Natureza produziu. E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem, Mas como quem sente a Natureza, e mais nada. E assim escrevo, ora bem, ora mal, Ora acertando com o que quero dizer, ora errando, Caindo aqui, levantando-me acolá, Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso. Ainda assim, sou alguém. Sou o Descobridor da Natureza. Sou o Argonauta das sensações verdadeiras. Trago ao Universo um novo Universo Porque trago ao Universo ele-próprio. Isto sinto e isto escrevo Perfeitamente sabedor e sem que não veja Que são cinco horas do amanhecer E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça Por cima do muro do horizonte, Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos Agarrando o cimo do muro Do horizonte cheio de montes baixos.

Alberto Caeiro - O Guardador de Rebanhos - 10/05/1914

O pastor amoroso.

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei de fazer das minhas sensações.
Não sei o que hei de ser comigo sozinho.
Quero que ela me diga qualquer cousa para eu acordar de novo

Alberto Caeiro

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Enfim, não seremos Hexa em 2010, mas com certeza a de 2014 será nossa... Não se pode ganhar duas copas seguidas não é msm?!
E poxa, baleiar o dunga no twitter não é bacana... Ele é apenas um anão... rs.
Deixando as piadinhas sem propósito de lado: Jack Daniels?

quinta-feira, 1 de julho de 2010

namorado?

Julho frio.

Julho frio, e raiva escaldante.
Perder um amigo porque ele foi fazer um câmbio no méxico, tudo bem.
Ou porque o carro do sorvete o atropelou, ok.
Mas perder um amigo por birra do pobre coitado, é patético.
Tão patético quanto quanto ele não querer aceitar que não é perfeito.

Triste, maaaaas...

O bom (não pra ele) é que sou opiniosa demais.
E minha indiferença é ferida certeira!

Rá!